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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011



Não adianta falar do que possa eventualmente desejar de ti um dia... em que estejas livre e os teus olhos ousem tocar nos meus. 
Nada posso exigir de ti a não ser que acredites em mim mesmo quando não pairo no teu pensamento, mesmo estando deste lado sem que te possa tocar.
Ficam as dúvidas que numa qualquer altura quis entender... e agora... prefiro esconder o quanto te espero por inteiro só para mim, num mundo real... num sentimento só nosso. 
E quando existe um momento como este em que entrego à noite a saudade e a vontade de te ter, é quando repouso o meu corpo e já não espero... porque
"isso não vai acontecer". 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Como ser a namorada perfeita... (por um dia)

Cada vez é mais evidente que as relações pouco duram e que quase nada se faz para que no tempo em que ela (ainda) dura, a coisa até seja intensa.
Hoje decidi arriscar a escrever sobre a namorada perfeita... por um dia. É conveniente alertar que falo num único dia, não vão eles depois habituar-se.  ;)


Escolhi um sábado... porque gosto dos sábados.

9 horas - Levantar sorrateiramente da cama e preparar um pequeno almoço suave que depois de preparado será colocado em cima da mesa de cabeceira no quarto.
9.20 horas - Acordar o namorado com beijinhos carinhosos no rosto, passar duas vezes a língua pela sua orelha e dizer baixinho: "Bom dia".
9.30 horas - Tomar o pequeno-almoço a dois enfiados no quentinho da cama (não esquecer os pequenos mimos, como por exemplo, uma caricia no rosto e de vez em quando um "adoro-te")
9.45 horas - Terminado o pequeno-almoço, fazer pequenas provocaçõezinhas com toques delicados nas pernas e barriga. Fazer amor... mas daquele pouco demorado e bem desejado.
10.15 horas - Levantar e tomar banho... preferencialmente a dois.
10.35 horas - Passar delicadamente creme no corpo do amado, arranjar-lhe a roupa a usar e se necessário... desfazer-lhe a barba (basicamente... po-lo ainda mais bonito).
11 horas - É hora de nos prepararmos. A escolha da nossa roupa neste dia é importante. Eles gostam-nos simples mas sexy´s. 
12 horas - Leva-lo (sim... ela vai a conduzir) a almoçar num sítio de preferência que ambos gostem. À beira-mar seria o cenário mais indicado mas o importante é que desfrutem do momento com um gostinho especial.
14 horas - Passear de mãos dadas e num clima de grande cumplicidade. Rirem... rirem um do outro e rir os dois juntos.
15.30 horas - Regresso a casa e partilhar o sofá. Enquanto vêem um filme agarradinhos, começar a fazer movimentos provocatórios de forma a que estimule ao sexo, mas... nunca facilitar à acção. 
16 horas - Depois de algumas caricias mais inocentes, vamos passar a beija-lo intensamente e comandar a situação. Vamos tocar-lhe. Acaricia-lo até quase ao seu auge... Depois do "sofrimento", damos-lhe o prazer... mesmo em cima do nosso peito.
16.20 horas - Ok... Vamos deixa-lo dormir 1 hora e meia. (eles precisam...)
18 horas - Ainda em lingerie convida-lo para um joguinho na Playstation (convém já termos treinado antes para que tenhamos conhecimento do assunto e possamos ser uma adversária à altura)
19.30 horas - Colocar um avental (em cima da lingerie) e ir para a cozinha preparar o jantar. Nunca... mas mesmo nunca... esquecer a postura sexy.
20.30 horas - Servir o jantar com romantismo e dar ao nosso namorado o melhor trato. Beijinhos, mimos e umas garfadas de comida levadas à boca.
22 horas - Vamos novamente vestimo-nos... para beber um copo. Usar um vestido sensual, uns saltos altos... ainda mais altos e a lingerie... preta de preferência e ainda mais irresistível.
22.40 horas - Chegados ao local e estando em convívio com os amigos, trata-lo bem... sorrir-lhe... trocar carinhos discretamente e jamais envergonha-lo e/ou dar-lhe ordens bruscamente perante as pessoas.
 00.00 horas - Ainda no caminho de regresso a casa, toca-lo no dito cujo e subir ligeiramente o vestido durante a viagem.
00.20 horas -  Chegamos a casa e entre beijos, ir buscar uma garrafa de champanhe (que fizemos questão de comprar para surpresa). Já na sala, dividimos o champanhe pelos copos e colocamos uma música ambiente. Subtilmente fazemos movimentos com o corpo e surpreendemo-lo com um striptease. Teremos a iniciativa em tudo o que aconteça  naquela noite. Somos nós que o despimos, que o colocamos "à vontade", que nos mantemos em cima dele, que o acariciamos (e isto inclui sexo oral) e que sem que ele peça... nos colocamos de quatro (sim... ele raramente admite, mas ama esta posição) e fazemos aquelas coisas mais atrevidas que até já falamos entre amigas. (isto inclui pack com: a palavra "come-me", palmadinhas e gemidos mais ou menos altos).
1.30 horas - Enrolados um no outro no chão da sala...




TIME OVER. 
INSERT COIN...

Porque um dia... não são dias.

Hoje apetecia-me sentir-te daquela forma desejosa e dedicada como tu sabes tão bem fazer em cada palavra que me escreves. Apetecia-me abraçar-te e imaginar o calor do teu sangue, o pulsar do teu coração e o labirinto da tua cabeça. Queria transformar-me contigo a meu lado e fingir ser a personagem perfeita desse teu mundo, longe de defeitos e de imperfeições.
Amanhã talvez te sentisse mais perto, mais ausente de qualquer dúvida que exista no momento, mais entregue a cada sentimento e mais carente do meu corpo. Talvez nem o tempo fosse importante e cada instante fosse algo intenso que jamais conseguiríamos explicar.
E quando a barreira dos corpos os transformasse num só... quando houvesse a sensação completa de realização... quando os meus olhos pedissem para que ficasses ou para que me deixasses ir... dir-te-ia baixinho, quase num sussurro...: "Hoje quero-te, desejo-te, venero-te... E o amanhã vai chegar para mais um dia, mais um hoje... eu te amar".


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Está tudo bem ??

Percorremos com passos apressados os caminhos e destinos que temos obrigatoriamente que seguir, somos quase que obrigados a cumprir horários, normas, procedimentos e princípios que perante a sociedade são os mais correctos mesmo que isso não indique que seja o mais justo.
Fazemos as coisas quase que mecanicamente, damos justificações mesmo que não nos sejam pedidas e mesmo assim na maior parte das vezes... interpretamos as coisas ao nosso jeito sem que vejamos pela lógica ou pelo outro lado da "coisa".
Somos injustos, somos pecadores, somos errantes e críticos até na nossa própria vida.  
E a população segue-nos... Se um carro segue por um atalho porque supostamente é mais perto, nós confiamos e vamos também. Se alguém nos informa que o multibanco está fora de serviço, nós damos meia volta e procuramos um mais próximo. Se... todos falam verdade nós confiamos. Então e o que nos faz confiar num estranho?! Nada!!! Mas parece bem e o nosso vizinho do lado também o faz.
Faz parte dizer o "bom dia" e o "boa tarde" da praxe e a maior parte dos desconhecidos educados responder com a mesma expressão... mas porquê?! Lá está... porque parece bem, porque o fazemos como se fosse uma frase memorizada nos cérebros ocupados com outras coisas com muito mais fundamento.
Mais grave é quando nos perguntam seguidamente o típico "Está tudo bem?"... e nós respondemos com outra pergunta: "Sim... e contigo?". E o que surge daí?! Nadinha. É o chamado "dialogo dizem que sim". 
Ora... daqui tiro duas conclusões: 
1 - Quando esse "dialogo" é com uma pessoa que até nem nos é nada = Não é grave.
2 - Quando esse "dialogo" é com uma pessoa que até é amiga = É muito grave.
E digo isto porque passando a explicar a minha ideia... é o seguinte: Ora... Quando fossemos a responder sinceramente se estava tudo bem ou não, saberíamos que essa pessoa nos ouvia e que com o mínimo interesse até nos tentava animar... isto... se fosse realmente nossa amiga. Whatever.
Isto tudo para dizer que quando as pessoas gostam de nós, não precisam sequer utilizar essa pergunta pois notam-nos... sentem-nos... e querem-nos ver bem. Acima de tudo acompanham-nos e recordam o que um dia também já fomos para elas e com elas.
Lembro-me de um telefonema que fiz no sábado... à minha prima Catarina. 
A Catarina foi sem dúvida, a minha confidente e melhor amiga no último ano e confesso que senti uma saudade daquelas que chega a doer com a ausência de palavras. 
Telefonei-lhe para saber como estava e a resposta foi: "Está tudo bem. Queres uma gripe?" - Disse-lhe que não e até referi que me lembrei dela por causa de uma música e que tinha sentido saudades do tempo em que cantávamos euforicamente essa mesma música no meu carro durante as nossas viagens. Falou-me de "um dia destes" combinarmos um café e eu como o bom educado apenas me limitei a responder: "Ok. Então depois diz-me que eu vou", e pronto... nem 2 minutos de chamada e estamos conversadas. Desliguei o telefone e ainda fiquei uns bons 3 minutos a olhar para ele... a pensar nem sei o quê. Sei que me senti aliviada... sei que fiz aquilo que o meu sentimento pedia... e acima de tudo... sei que fiz aquilo de forma sincera. 
Depois surgiu um "Obrigada" e a vontade passou... o entusiasmo passou e troquei o cd do carro. 
Se me tivessem perguntado naquele momento: "Está tudo bem??" tenho a certeza que no mínimo responderia: "Está... Está tudo óptimo." e no meu pensamento corria o discurso ausente que teria para uma pessoa supostamente amiga em que confessava que não sou o que querem de mim... sou unicamente o que quero eu própria. Sou a rapariga das confissões que foram ouvidas e ajudadas, sou a rapariga que tentou muitas vezes devolver um sorriso quando era difícil, sou a rapariga presente do passado, sou a rapariga que acompanhou e nada reclamou e fui amiga nas horas boas e nas horas menos boas. Isso não chegou?! Ok. Sigo o meu caminho, fico feliz com os "novos" presentes e que nunca lhe falhem nos "velhos" futuros.
Mas agora não pergunto se "está tudo bem???" porque já reparei que "sim... está do melhor". 




quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Nunca...

mas mesmo nunca me faças prometer sem que consiga olhar-te nos olhos.
Será uma ilusão que se reflectirá no momento e talvez uma forma de suavizar o que não nos é real, algo que não acontece... nem pede para existir. 
E aí não prometerei o que não te posso dar e o que nada farei para mudar. Aproveita de mim enquanto estou, enquanto nada pedes... e eu fico... porque quero.
Aprende a jogar este jogo sem regras para quebrar, sem partir ou ficar. Aprende a ver a simplicidade das coisas, repara que nada tem limite a não ser... a vida e a saudade. 
Aí prometo-te... que a vida não volta atrás nunca, e a saudade não fica para sempre. 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Quando sentiste que eu ia partir e o meu olhar apenas recordava o que passamos juntos... reparaste finalmente na raiva que pairava em mim por nada poder fazer... 
Agora já não podia pedir para ficares, para tentarmos... Restava um abraço (desta vez mais frio que qualquer outro) e esboçar um sorriso triste.
Não olhamos para trás... era melhor nem chorar...
Custa tanto... dói demais... 
Os olhares jamais se cruzaram... 
"O que é nosso... a nós vai voltar."


sábado, 18 de dezembro de 2010

Hoje queria que vivesses para te tocar, para dizer o quanto te amo e quantas saudades tenho tuas.
Hoje queria não te largar mais... Queria não te deixar ir novamente... Queria que fosses a tua mão na minha.
Sim... Fazes-me tanta falta. 
Parabéns Avó... 
Obrigada pela vida que me deste, Obrigada pelas palavras e pelos princípios que me incutiste, Obrigada por me tornares na mulher que sou hoje... Mas custa tanto estar sem ti aqui... 


domingo, 12 de dezembro de 2010

Pessoas... Multidões... Ninguém...

Pessoas... de costas voltadas ou de braços abertos. Seres humanos que nos tocam na vida e nos aquecem o pensamento, alguém que nos sente e que nos vê como carne e oco (sim... oco). 
Sombras que nos encheram os dias, que nos fizeram sonhar, acreditar e lutar... São isso... sombras. Pessoas que já não nos lembram, que já não nos valorizam ou nos gostam... Serão pessoas?! 
Enquanto te arrastas na multidão de mão dada com as recordações, reparas em rostos vazios de expressões e nada sentes a não ser... nada. 
Se sorrimos pela rua... somos loucos. Se não o fazemos... somos ocos.
Quero a multidão em mim, quero sentir que alguém repara nos meus passos lentos e um dia terá coragem para sorrir comigo... Seremos loucos... 
Quantas vezes não sorri com alguém que agora me considera... ninguém?! 
E quantos sorrisos não desprezamos porque eram de... alguém?!
Um sorriso é uma virgula... Um sorriso é uma linha curva que muitas vezes faz com que tudo se endireite. 
E na multidão não sentimos a solidão?! 
E como achas que me sinto quando não me sorris, quando nada me dizes, quando te tive na minha vida e te senti alguém... Como enfrentar a multidão em que tu também estás... sem sorriso... e eu... sendo ninguém...?!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Nunca sabemos ao certo se este é o melhor dia para amar, se esta é a melhor pessoa para o nosso tempo.
Já amamos pessoas erradas em tempos perdidos, horas passadas e hoje lamentamos a confiança que depositamos nelas... como nos entregamos e nos deixamos levar nos seus braços envolvidos por palavras (na altura) com sentido (para nós).
Talvez hoje queiramos amar mais, sentir e sorrir mais... mas embora não haja rancor de um passado ainda presente, vimos marcados os sinais numa alma que se esconde em pele já cicatrizada de uma batalha outrora vivida.
Queremos acreditar nos gestos de uma pessoa de olhar meigo que nos segura na mão e tanto nos pede: "confia em mim", e o nosso olhar é traído na promessa quando baixamos a cabeça e paira no pensamento "vou tentar" e na boca nos sai um "eu confio"... 
E o filme de toda uma vida vagueia na nossa mente, recorda-nos dos momentos vividos, das pessoas amadas e das batalhas duras que ainda hoje... no presente... circulam entre os dedos sem que se libertem de nós e nos deixem de mãos abertas... de braços abertos... de coração aberto para o (novo) futuro.
Paira a raiva que não depende de nós e nos faz perguntar se todas essas pessoas também nos recordam e se de alguma forma também nos mexemos nelas... na mente, no pensamento, no corpo e no presente... delas.
Nunca sabemos ao certo... o que está errado...
Nunca sabemos ao certo... onde fica o passado.



O presente é amar ainda mais...