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segunda-feira, 15 de novembro de 2010


Quando lhe pediu para falar do que sentia, ele hesitou e limitou-se a tentar explicar que tinha quase a certeza que a amava e demonstrou discretamente a incerteza no caminho a seguir. 
Aquele “quase amor” que ele tinha “quase a certeza” que sentia, fazia com que pensasse nela, mas nunca o fizera construir objectivos a alcançar ou ponderar um futuro mais presente… mais junto dela e do que sente.
Talvez fossem receios mas ela que o amava com todas as certezas, pedia respostas no silêncio e aguardava um regresso e um progresso. 
O tempo foi passando e as palavras repetidas foram deixando de ser alimento a qualquer espécie de “amor”. Ela queria mais… ele dava-lhe, mas pouco… pouco de novo.
No dia em que a voz dela deixou de se ouvir do outro lado do telefone, quando ele sentiu a falta dela… quando sentiu saudade e correu para a ver… O coração agitado sossegou e a voz trémula sussurrou um “Amo-te”.

- Esperei que deixasses para trás os “quases” de um sentimento e agora que o fizeste, sinto que não há tempo.
 
 
 

terça-feira, 9 de novembro de 2010


(E precisamos falar... para nos fazermos sentir?!)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

E chego à conclusão que:

- As pessoas que gostam realmente de mim, aparecem nos momentos que mais preciso e não unicamente quando lhes convem.
- É bem mais importante a companhia do que propriamente o programa.
- As pessoas que me criticam são aquelas que gostariam de ter algo como eu... ou de mim.
- Se me mostro sou oferecida, se me escondo sou arrogante.
- É muito melhor acordar com uma mensagem bonita do que dormir com uma pessoa que se revela feia.
- Nunca serei capaz de ser o que esperam de mim, mas tenho toda a certeza que serei o que fizeram de mim.
- Eu perdoo... mas não esqueço.
- Tenho muito mais valor do que aquilo que me pintam e pintam-me mais do que aquilo que fiz.
- Existem pessoas que permanecem no meu pensamento e nem merecem. Mas prefiro assim.
- Já escondi um amor com medo de o perder, já perdi um amor por escondê-lo.
- Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir as minhas mãos.
- Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
- Já passei noites a chorar até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
- Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
- Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
- Já passei horas em frente ao espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer desaparecer.
- Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
- Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta no meu canto.
- Já sorri a chorar lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
- Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
- Já tive crises de riso quando não podia.
- Já parti pratos, copos e molduras, de raiva.
- Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
- Já gritei quando deveria ficar calada, já me calei quando deveria gritar.
- Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar a uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
- Já fingi ser o que não sou para agradar a uns, já fingi ser o que não sou para desagradar a outros.
- Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
- Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Hoje tenho medo do escuro.
- Já cai inúmeras vezes e pensei que não me iria reerguer, já me reergui inúmeras vezes e pensei que não cairia mais.
- Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
- Já fiquei a olhar um carro, por ele levar embora, quem eu amava. E não voltou...
- Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
- Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
- Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
- Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!
- Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
- Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos, mas sou como sou… e é aos meus poucos... que me gostam como sou.




sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O mau foi de quem me perdeu...
o óptimo é que hoje o dia é meu. 



terça-feira, 26 de outubro de 2010

Não quero amar mais...

 não me apetece amar demais.




terça-feira, 19 de outubro de 2010

25 mil visitas...
Obrigada a todos.
:´)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Peço-te que vejas para além do horizonte... Para lá do que os teus olhos teimam em alcançar...
Sente a frieza com que as ondas batem nas rochas e fecha os olhos... Sente... Sente o ar que se respira... 
Recorda cada palavra que te disse e inspira suavemente o que resta do meu cheiro.
Consegues?!
Agora tenta abrir os olhos e reparar unicamente no que sinto por ti no meio deste mar que me vê naufragar. 
Vês o mar? E que mais vês??
Consegues vislumbrar a solidão no meio dele??
Sim... Sei que consegues. 
Sinto-me a rocha... sem ti.
E agora?? Entendes-me??

 Foto de Bruno Melo de Carvalho

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Talvez te quisesse como quem queria a força do mar… mesmo que no dia certo, ou errado, ou que seja… não o tenha admitido. Hoje permaneço neste silêncio que tu também escolheste e recordo cada momento que imaginei contigo e que ainda agora sei que acabei por te revelar baixinho. Aí… que me podias ter na mão, viraste a cara e fingiste não ouvir. Todos os dias eu fazia com que sentisses… Todos os dias tu eras mais e mais em mim… Era tão pouco aos teus olhos… Era quase nada… Para mim era um “amo-te”… para ti foi um “adeus”.


sábado, 9 de outubro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Fomos os dois culpados... fomos os dois levados pelo desejo e depressa nos vimos entrelaçados um no outro. Enquanto sentia o calor do teu corpo mesmo que por cima da roupa, deixei que o meu corpo fosse superior ao teu e deitei-me em cima de ti enquanto te beijava a boca, que já entreaberta deixava revelar a respiração alterada e acelerada. O meu corpo queria o que o teu oferecia e os nossos olhos denunciavam o desejo de cada toque, enquanto despíamos cada peça de roupa com cada vez mais ansiedade de prazer... mais prazer.
A tua respiração na minha orelha, os teus braços envoltos no meu peito, o teu suor... o nosso calor... não nos deixaram chegar à cama e o teu pénis penetrou-me ali mesmo. A tua língua impaciente atravessou cada canto do meu corpo e sabias que isso me excitava e me fazia gemer de prazer... tu gostavas... nós gostávamos... 
Continuaste a possuir-me enquanto me tocavas os seios e enquanto os gemidos se misturavam com o suor, vi-te a fraquejar e pedir para não parar. Era o auge que se aproximava e senti-te cada vez mais perto... do nosso limite. 
O teu pénis estremeceu de prazer e ambos gememos mutuamente por algo tão bom como o orgasmo. Conseguimos senti-lo juntos... e conseguimos sorrir lado a lado, cansados, exaustos... dormentes, e reparei mais uma vez no teu olhar a seguir-me quando me levantei.
Eu queria um banho... mas mais uma vez quando parei em frente ao espelho perguntei-me... perguntei ao meu corpo: 
- Há quanto tempo não fazes amor?? 
E deixei que a água fria levasse com ela as lágrimas de mais uma vez... não o sentir, não o fazer... porque o meu corpo não o escolheu e quem me desejou naquela noite não o prometeu.