Talvez passes aqui só para me ler sem que nada sintas... sem que nada entendas. Talvez sorrias com as palavras mesmo sabendo que te tocam, que podiam ser de mim para ti... ou que simplesmente podias ter sido tu a escreve-las. Pouco importa quando deixamos algo por dizer com receio... Pouco importa quando não tentamos com medo de sofrer... Pouco importa quando sentimos o orgulho e o egoísmo ultrapassarem o amor e nada tentarmos... e tudo perdermos.
Este texto pode ser para mim, para ti ou para quem amas... Este texto pode recordar aventuras passadas que te tocaram em silêncio sem que tivesses coragem para um dia as contares quase sussurrando.
O mal das pessoas (incluindo eu) é grande demais para caber no peito, e é isso que nos faz suspirar em público e no entanto... nos fecha, nos sufoca e nos ocupa o pensamento. Somos cúmplices da saudade mas insistimos em admitir que tudo faz sentido desta forma... Somos maus... e pior que sermos maus para nós próprios, é sermos maus para os outros que acreditam em nós.
Porque é que nos iludimos e deixamos desiludir?!
Porque com o passar do tempo todas as coisas se vão deturpando, e nem as recordações tomam conta de nós...
o tempo apaga as pessoas do pensamento e o amor que um dia foi sentido, não chega... não fica e deixou-nos sós...
Não desejo que um dia sintas a raiva que se apoderou de mim no momento em que desististe...
apenas peço que haja justiça... e que a tua alma chore tanto quanto os meus olhos que tanto iludiste.






